Robert Pirsig
Zen and the Art of Motorcycle Maintenance · 1974
Reconhecemos qualidade antes de conseguir defini-la. É um sentimento que antecede a lógica. Qualidade é percebida antes de explicada.
Três dimensões, uma escala de 1 a 5, separação limpa entre craft técnico e impacto de negócio. Não é um checklist — é um espelho.
Reconhecemos qualidade antes de conseguir defini-la. É um sentimento que antecede a lógica.
A partir de Robert M. Pirsig · Zen and the Art of Motorcycle Maintenance, 1974Qualidade em design escapa a definições fechadas. O Craft Index não inventa uma teoria nova, ele sintetiza quatro tradições em um modelo operacional que um time consegue usar todo quinzenal.
Zen and the Art of Motorcycle Maintenance · 1974
Reconhecemos qualidade antes de conseguir defini-la. É um sentimento que antecede a lógica. Qualidade é percebida antes de explicada.
ABNT NBR 9241-11 · Usabilidade
“Medida em que um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de uso.”
The Thing and I · 2003
Qualidade tem duas dimensões complementares: pragmática (capacidade de apoiar a tarefa) e hedônica (capacidade de estimular, identificar e evocar sentido no uso).
Emotional Design · 2004
Design opera em três níveis que compõem a experiência: visceral (reação imediata), comportamental (uso) e reflexivo (significado após o uso).
Ela se manifesta em três camadas. Cada uma responde a uma pergunta diferente, e as três precisam conversar entre si.
Score de 1 a 5 · Cadência quinzenal
A medida interna de craft. Responde: “qual é a qualidade técnica deste artefato?”. Avaliada pelo Design Lead ou designer sênior do projeto em três dimensões, sempre comparada com a auto-avaliação do time.
Adotadas ou não · Sem score
Iniciativas organizacionais: hábitos, rituais, decisões culturais. Não geram número. São adotadas ou não. Sem elas, a qualidade é inconsistente, independente da ferramenta de medição.
NPS · CSAT · Conversão · Retenção
Métricas de resultado, independentes do Craft Index. Confirmam ou contradizem o que o score interno diz. Impacto mora aqui. Não é uma dimensão dentro do Craft Index.
O Craft Index é a Camada A, a parte que gera número. Ele não substitui métricas de negócio e não concorre com elas: informa a conversa sobre elas. É um espelho técnico, aplicado a cada artefato, a cada quinzena.
3
Dimensões
Fundamentação, Solução e Craft, os três pilares do score.
5
Níveis
De Insuficiente a Excepcional, com critérios específicos por tipo de artefato.
Cada artefato é avaliado em três dimensões. Juntas, cobrem o ciclo completo, da fundamentação de pesquisa até o último pixel da execução.
“O trabalho possui um diagnóstico sólido? As decisões estão ancoradas em evidências?”
O conhecimento que antecede ou estrutura a solução: pesquisa, definição de problema, briefing de negócio, evidências que sustentam cada decisão.
“A solução é adequada ao problema? Está clara, com ponto de vista e arquitetada para durar?”
Qualidade da decisão de design: conceito, adequação estratégica, ponto de vista, fit sistêmico. Elegância vale mais que originalidade.
“A execução é intencional e refinada em cada detalhe dos artefatos construídos?”
Excelência de execução (visual, estrutural ou de serviço). Cada detalhe sendo uma decisão consciente, não um acidente.
Os níveis genéricos abaixo são âncoras. Na avaliação real, cada tipo de artefato tem seus próprios critérios. O que é “Profissional” em UX Research é diferente do que é “Profissional” em Design System.
Não atende padrões mínimos. Erros fundamentais. Decisões não sustentadas por evidência.
CríticoFuncional, sem erros graves. Falta refinamento. Execução correta, mas não elevada.
Precisa evoluirBaseline de mercado: pesquisa adequada, solução sensata, execução limpa. Sem diferenciação memorável.
BaselineAcima do esperado. Craft notável em todos os detalhes. Insight profundo, conceito diferenciado.
Acima do esperadoReferência de mercado. Premiável internacionalmente. Redefine o que é possível na categoria.
ReferênciaQuem avalia, quanto avalia, o que acontece quando time e liderança divergem. Sem governança, um modelo de qualidade vira política interna.
Todo artefato recebe duas notas, reportadas lado a lado, sem média, sem fusão. O gap entre elas é sinal de alinhamento. Gap de 0–1: saudável. Gap de 2+: requer conversa entre time e liderança sobre o que cada um está vendo.
3
por avaliador sênior, por ciclo quinzenal. Acima disso, a qualidade da avaliação cai.
Avalia quem tem repertório para calibrar o que significa uma nota 3 ou 4 naquele tipo de artefato. Na ausência de um Design Lead dedicado, a pessoa mais sênior em design envolvida no projeto.
Se o projeto está em fase não-ideal (pivot recente, bloqueios externos, prazos extremos), o time marca “não é um bom momento para avaliar”. A avaliação vira diagnóstico formativo: gera feedback, não gera score comparável.
Qualquer pessoa do time pode preencher o formulário de submissão. Leva cerca de cinco minutos e entra na fila do Design Lead responsável no próximo ciclo quinzenal.